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Boa Vista,01/07/2026

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Ministro das Comunicações visita escola de Boa Vista conectada por programa federal de internet nas salas de aula

Agenda em Roraima inclui conversa com estudantes e professores sobre os efeitos da conectividade no ensino e inauguração de um Ponto de Inclusão Digital


Ministro das Comunicações visita escola de Boa Vista conectada por programa federal de internet nas salas de aula Dados do programa Aprender Conectado mostram o avanço da conectividade em escolas públicas de Roraima e Boa Vista.

O ministro das Comunicações, Frederico de Siqueira Filho, cumpre nesta quarta-feira, 2 de julho, agenda em Boa Vista com foco na conectividade nas escolas públicas. A visita será realizada na Escola Estadual Professora Maria das Dores Brasil, uma das unidades atendidas pelo programa Aprender Conectado, iniciativa voltada à oferta de internet de alta velocidade para instituições de ensino em todo o país.

A programação prevê uma roda de conversa com alunos, professores e gestores da escola, que devem relatar como o acesso à internet tem impactado a rotina pedagógica e ampliado as possibilidades de aprendizagem. A agenda também inclui a inauguração de um Ponto de Inclusão Digital e contará com a presença do diretor-geral do projeto Aprender Conectado, Flávio Santos.

A visita ocorre em um momento em que a conectividade passou a ocupar papel central no debate sobre qualidade da educação pública. Se antes o acesso à internet era tratado como complemento, hoje ele aparece cada vez mais como parte da infraestrutura básica de ensino, sobretudo em um cenário de expansão de plataformas digitais, conteúdos online e recursos pedagógicos mediados por tecnologia.

O ministro das Comunicações, Frederico de Siqueira Filho, participa de agenda ligada ao programa Aprender Conectado, que amplia a conectividade em escolas públicas.


Em Roraima, os números do programa ajudam a dimensionar essa mudança. O Aprender Conectado prevê levar internet a 587 escolas públicas no estado, das quais 209 já tiveram a implantação concluída. Segundo os dados apresentados pela iniciativa, cerca de 65.735 estudantes devem ser beneficiados em todo o território roraimense.

A Escola Estadual Professora Maria das Dores Brasil, escolhida para receber a visita ministerial, é apresentada como um exemplo concreto desse processo. A unidade atende 410 estudantes, com idades entre 12 e 17 anos, do 5º ano do Ensino Fundamental ao Ensino Médio. Na prática, a conexão de alta velocidade tende a ampliar o acesso a conteúdos digitais, plataformas educacionais, pesquisas e novas metodologias de ensino, tanto para alunos quanto para professores.

Embora o discurso sobre inclusão digital esteja presente há anos nas políticas educacionais, a dificuldade de acesso à internet ainda é uma das marcas da desigualdade no ensino público brasileiro, especialmente em estados com grandes distâncias, áreas remotas e limitações de infraestrutura. Por isso, programas como o Aprender Conectado ganham peso não apenas como ação tecnológica, mas como política de redução de desigualdades.

O projeto integra a Estratégia Nacional de Escolas Conectadas e tem como foco principal escolas localizadas em áreas rurais, indígenas, quilombolas, remotas e de difícil acesso. Esse recorte mostra que a proposta não é apenas ampliar o uso da internet onde ela já existe, mas alcançar regiões em que a ausência de conectividade compromete de forma mais profunda as oportunidades educacionais.

No caso de Roraima, esse aspecto é especialmente relevante. O estado reúne características geográficas e logísticas que tornam mais desafiadora a universalização de serviços de infraestrutura. Levar internet de qualidade às escolas, nesse contexto, significa ampliar o acesso ao conhecimento e reduzir parte da distância que separa estudantes da rede pública de recursos já incorporados em outros centros.

A presença do ministro em Boa Vista também tem peso político e simbólico. Ao visitar uma escola conectada e ouvir estudantes e professores, o governo federal tenta mostrar, no território, os efeitos práticos de uma política nacional. Mais do que anunciar números, a agenda busca associar a iniciativa à experiência concreta de quem vive a escola no dia a dia.

Segundo o diretor-geral do Aprender Conectado, Flávio Santos, o programa já alcançou 24 mil escolas em todo o país e pretende chegar a 40 mil. “Nossa meta é alcançar 40 mil escolas, contribuindo significativamente para a redução das desigualdades educacionais e a ampliação das oportunidades de aprendizado para milhões de estudantes em todo o território nacional”, afirmou.

A declaração reforça a ideia de escala da política pública e mostra que Roraima está inserido em um plano mais amplo de expansão da conectividade escolar. Ao mesmo tempo, revela que o desafio ainda está em curso. Se 209 escolas já foram implantadas no estado, ainda há um caminho considerável até o total previsto de 587 unidades.

A criação de um Ponto de Inclusão Digital durante a visita amplia esse alcance para além do espaço estritamente escolar. Estruturas desse tipo costumam funcionar como instrumento de acesso a serviços, conteúdos e ferramentas digitais, fortalecendo o uso social da tecnologia e ampliando oportunidades de informação e aprendizagem.

No ambiente educacional, a conectividade tende a produzir efeitos que vão além da sala de aula. Ela influencia a formação de professores, a comunicação com estudantes, o acesso a plataformas de gestão escolar e a relação da comunidade com a escola. Em muitos casos, é justamente a presença da internet que permite integrar a rotina pedagógica a recursos antes indisponíveis.

Ainda assim, especialistas costumam lembrar que conectar escolas é só parte do processo. Para que a tecnologia tenha impacto consistente no ensino, ela precisa vir acompanhada de uso pedagógico qualificado, formação de profissionais e infraestrutura capaz de sustentar o serviço de maneira contínua. Sem isso, a internet corre o risco de existir formalmente, mas com efeito limitado no cotidiano escolar.

Mesmo com esse desafio, a visita desta quarta-feira coloca em evidência uma pauta que se tornou incontornável na educação pública: o acesso digital como condição de permanência e qualidade. Em estados como Roraima, onde barreiras territoriais e desigualdades estruturais pesam fortemente, a conectividade escolar tende a ser tratada cada vez menos como inovação e cada vez mais como necessidade básica.




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