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Boa Vista,23/06/2026

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Mostra do SESI reúne jovens e idosos em noite de canto e coral em Boa Vista

Evento gratuito nesta quinta-feira, 25 de junho, no Tapiri do SESI, coloca no mesmo palco alunos do Arte Jovem+ e o Coral Melhor Idade do CIAPI


Mostra do SESI reúne jovens e idosos em noite de canto e coral em Boa Vista Alunos do projeto Arte Jovem+ durante apresentação de canto e coral promovida pelo SESI-RR, em Boa Vista. Foto: Divulgação/SESI-RR

A música vai unir gerações em Boa Vista na noite desta quinta-feira, 25 de junho, com a realização da 1ª Mostra SESI Arte Jovem+ de Canto & Coral de 2026. Promovido pelo Serviço Social da Indústria de Roraima, o evento será realizado a partir das 19h30, no Tapiri do SESI, no bairro Aeroporto, com entrada gratuita.

A proposta é reunir no mesmo palco crianças, adolescentes e idosos em uma apresentação marcada por repertório diversificado, encontros entre diferentes faixas etárias e valorização da formação artística desenvolvida ao longo do ano.

A mostra vai reunir cerca de 30 alunos das turmas de Canto e Coral do projeto Arte Jovem+, sob a regência do professor José Luiz Costa. A programação também contará com a participação especial do Coral Melhor Idade, do Centro Integrado de Atenção à Pessoa Idosa, o CIAPI, vinculado à Secretaria do Trabalho e Bem-Estar Social. Com aproximadamente 50 integrantes confirmados, o grupo levará ao palco um repertório preparado especialmente para a ocasião.


O encontro entre os dois corais dá ao evento um caráter que vai além da simples apresentação musical. Em vez de apenas expor resultados técnicos de ensaios e aulas, a mostra cria uma ponte entre gerações por meio da arte. De um lado, crianças e adolescentes em processo de formação. Do outro, idosos com longa trajetória de vida e experiência coletiva. No centro dessa aproximação, a música aparece como linguagem comum e como espaço de troca.

A programação prevê apresentações solo, duetos e performances em grupo, em um repertório que passeia por diferentes estilos e épocas, reunindo clássicos da música brasileira e internacional.

A escolha desse formato amplia o alcance do evento e tende a aproximar o público de diferentes referências musicais, ao mesmo tempo em que permite que os participantes mostrem, no palco, as habilidades desenvolvidas nas aulas e nos ensaios.

A realização da mostra também reforça a importância de iniciativas voltadas à formação cultural em Roraima. Em um cenário em que o acesso à arte muitas vezes depende de projetos específicos e de políticas de incentivo, ações como o Arte Jovem+ ajudam a criar oportunidades de expressão e desenvolvimento para crianças e adolescentes. Ao mesmo tempo, a presença do Coral Melhor Idade mostra que a prática artística também tem papel importante na convivência, no bem-estar e na valorização do envelhecimento ativo.

Segundo o coordenador de Cultura do SESI-RR, Cláudio Lísias, a mostra serve como espaço para que os alunos apresentem o que foi construído ao longo das atividades. “O projeto Arte Jovem+ tem como principal objetivo desenvolver os talentos artísticos e musicais de crianças e adolescentes. Eventos como este são importantes porque permitem acompanhar resultados que vão muito além da técnica musical”, afirmou.

A fala chama atenção para um aspecto central desse tipo de iniciativa. Em projetos culturais voltados à infância e à juventude, o resultado não se mede apenas pela afinação ou pela performance. O processo artístico também envolve disciplina, convivência, autoestima, escuta e capacidade de trabalhar em grupo. Quando um aluno sobe ao palco, há ali não apenas uma apresentação, mas a exposição de um percurso formativo construído em sala de aula e nos ensaios.

No caso do Coral Melhor Idade, o componente emocional também ganha destaque. O regente e tecladista do grupo, Silvio Pond, acompanha o coral desde a criação, há 21 anos, e afirma que a apresentação desta quinta-feira tem um significado especial justamente por colocar em diálogo gerações tão distintas.

“Estamos trabalhando intensamente nos ensaios, lapidando cada voz e preparando cada detalhe para que a apresentação seja emocionante. Só o fato de termos gerações tão diferentes cantando juntas já torna esse momento muito especial. Além disso, o repertório foi escolhido com muito carinho e certamente tocará o coração do público”, disse.

A declaração ajuda a definir o espírito da noite. O evento não foi pensado apenas como exibição de repertório, mas como celebração da convivência por meio da arte. A diferença de idade entre os grupos não é tratada como obstáculo, mas como elemento de riqueza cênica e simbólica. A música, nesse contexto, cumpre o papel de aproximar experiências, sensibilidades e histórias de vida distintas.


Em Boa Vista, atividades culturais que reúnem diferentes gerações costumam ter apelo especial justamente por promoverem uma experiência coletiva rara no cotidiano urbano. É comum que crianças, adolescentes e idosos ocupem espaços separados em políticas públicas, projetos e programações. Quando o palco os reúne, o encontro ganha força por romper essa lógica e mostrar que a arte permite uma convivência mais ampla, horizontal e afetiva.

A 1ª Mostra SESI Arte Jovem+ de Canto & Coral também se conecta à trajetória do próprio projeto Arte Jovem+, criado em 1998. Ao longo dos anos, a iniciativa tem revelado talentos e contribuído para o desenvolvimento artístico de crianças e adolescentes por meio da música, do teatro e de outras expressões culturais.

Os resultados desse trabalho costumam ser apresentados ao público em saraus, mostras culturais e espetáculos, o que ajuda a dar visibilidade ao processo de formação e fortalece o vínculo entre os participantes e a comunidade.

A longevidade do projeto indica que ele já se consolidou como espaço importante de formação artística no estado. Em um ambiente onde muitas ações culturais têm duração curta ou dependem de editais temporários, a permanência do Arte Jovem+ ao longo de décadas mostra a força institucional da iniciativa e sua capacidade de atravessar gerações.

Esse percurso faz com que a mostra desta quinta-feira tenha um valor que vai além da agenda cultural do dia. Ela se insere em uma história mais longa de incentivo à arte e à expressão juvenil. Ao colocar os alunos diante do público, o SESI reafirma a importância de manter projetos continuados de educação cultural, especialmente em áreas como música e teatro, que exigem tempo, repetição e amadurecimento.

Também é importante observar o papel do Coral Melhor Idade nesse contexto. Grupos vocais ligados a centros de atenção à pessoa idosa cumprem funções que vão muito além do entretenimento. Eles oferecem espaço de convivência, estimulam memória, respiração, coordenação, socialização e sentimento de pertencimento. A participação em apresentações públicas, por sua vez, fortalece autoestima e reconhecimento social dos integrantes.

Quando esses dois universos se cruzam, o efeito simbólico é forte. Crianças e adolescentes dividem a cena com pessoas que já atravessaram muitas fases da vida. Os mais velhos, por sua vez, encontram nos jovens não apenas espectadores do futuro, mas parceiros de palco no presente. Essa troca silenciosa, que acontece na música e nos bastidores, costuma ser uma das dimensões mais marcantes de eventos assim.

O repertório diversificado também contribui para isso. Ao reunir músicas de diferentes épocas, a programação permite que cada grupo se reconheça em algum momento do show, criando pontes afetivas com o público. Clássicos da música brasileira e internacional costumam funcionar bem nesse tipo de proposta porque ajudam a estabelecer uma memória comum e tornam a apresentação mais acessível para plateias variadas.

Outro ponto importante é o caráter gratuito do evento. Em uma cidade onde o acesso à programação cultural ainda enfrenta barreiras econômicas e geográficas, manter entrada livre amplia a possibilidade de presença do público e reforça a dimensão social da iniciativa. Isso faz diferença especialmente para familiares dos participantes, que passam a acompanhar de perto o resultado do trabalho desenvolvido ao longo das aulas e ensaios.

A realização da mostra no Tapiri do SESI também contribui para esse ambiente de acolhimento. O espaço já é associado a atividades culturais e institucionais e costuma funcionar bem para programações voltadas à família e à comunidade. Nesse cenário, a apresentação tende a ganhar clima de celebração coletiva, mais próximo e sensível.

Ao reunir cerca de 80 participantes no palco, entre jovens e idosos, o evento tem potencial de emocionar justamente porque trabalha com elementos simples e poderosos: voz, memória, formação e encontro. Não depende de grandes efeitos visuais para produzir impacto. A força está na presença de pessoas reais, em fases muito diferentes da vida, cantando juntas e dividindo o mesmo espaço de expressão.

Num momento em que a vida cotidiana costuma separar ritmos, gerações e interesses, uma noite como essa tem valor próprio. Ela reafirma que a cultura ainda é um dos poucos territórios capazes de juntar pessoas tão distintas em torno de algo comum. No caso desta mostra, esse elo será a música.

Mais do que apresentar canções, a noite desta quinta-feira deve funcionar como vitrine do que projetos culturais conseguem produzir quando são tratados com continuidade, sensibilidade e propósito. Para os jovens, é a chance de mostrar o que aprenderam. Para os idosos, a oportunidade de reafirmar presença, talento e afeto. Para o público, um convite a assistir de perto a arte cumprindo uma de suas funções mais bonitas: aproximar mundos.

Serviço

O quê: 1ª Mostra SESI Arte Jovem+ de Canto & Coral de 2026

Quando: 25 de junho, quinta-feira, às 19h30

Onde: Tapiri do SESI, Avenida Brigadeiro Eduardo Gomes, nº 3710, bairro Aeroporto

Entrada: gratuita

Informações: (95) 99111-5659




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