Operação mira organização criminosa que movimentou mais de R$ 1 bilhão
A Polícia Federal e a Receita Federal realizaram, nesta quarta-feira (8), uma operação contra uma organização criminosa especializada em contrabando e lavagem de dinheiro que movimentou mais de R$ 1 bilhão. Até o momento, 22 pessoas foram presas, sendo duas em flagrante: uma em Recife e outra em São Paulo. As ações ocorrem nos estados de Goiás, Paraná, São Paulo, Minas Gerais, Mato Grosso do Sul e Pernambuco. Também foram cumpridos 32 mandados de busca e apreensão. Um suspeito segue foragido.

Segundo as investigações, produtos eletrônicos – como celulares, discos rígidos, equipamentos Starlink e robôs aspiradores – eram trazidos irregularmente do Paraguai. As mercadorias eram vendidas pela internet, em plataformas como Mercado Livre, Shopee e Magazine Luiza. Entre 2020 e 2024, a estimativa é que o grupo tenha movimentado mais de R$ 1 bilhão.
Estrutura transnacional
De acordo com a Receita Federal, a organização contava com uma estrutura transnacional formada por mais de 40 pessoas e até 300 empresas, a maioria de fachada. Também foram identificadas mais de dez pessoas utilizadas como “laranjas” para a abertura de empresas, contas bancárias e movimentação de recursos.
Mais de 150 agentes públicos participam da Operação Platinum, que investiga crimes de contrabando, descaminho e lavagem de capitais.
Empresas se manifestam
Procurado, o Mercado Livre disse, por nota, que colabora com os órgãos de fiscalização para a identificação de práticas irregulares e para o reforço da segurança no ambiente digital. Explicou ainda que a empresa mantém critérios claros para a comercialização de produtos e reafirma que todos os anúncios devem cumprir seus Termos e Condições de Uso.
Já o Magalu informou que não foi oficialmente notificado da operação e que a companhia exige a emissão de nota fiscal em todas as transações realizadas em sua plataforma e possui uma política rígida de seleção de parceiros, listas restritivas de produtos, além de ferramentas de monitoramento, em que fornecedores e marcas podem retirar anúncios do ar quando identificarem produtos ilegais ou similares aos seus.
A Shopee não se pronunciou até o fechamento desta matéria.
*Com reportagem de Renato Ribeiro
**Matéria atualizada às 18h15 com as manifestações das empresas
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