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Boa Vista,15/10/2026

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MPRR denuncia motorista por morte de corredor em Boa Vista e pede indenização de R$ 120 mil

MPRR aponta que vítima foi atingida pelas costas, sem chance de defesa; acusado também responde por omissão de socorro e fuga do loca


MPRR denuncia motorista por morte de corredor em Boa Vista e pede indenização de R$ 120 mil Mayron da Silva Soares foi encontrado horas depois, dormindo dentro do veículo, a aproximadamente quatro quilômetros do acidente (Fotos: redes sociais/Folha BV)

O Ministério Público de Roraima (MPRR) denunciou Mayron da Silva Soares por homicídio qualificado após o atropelamento que matou o corredor de rua Geovanni Gameiro Gonzaga da Silva, em 2 de outubro, na avenida Ville Roy, em Boa Vista. A denúncia foi apresentada nesta terça-feira (13) e inclui acusações de omissão de socorro, fuga do local do acidente e condução de veículo sob influência de álcool.

Segundo o MPRR, o motorista teria assumido o risco de provocar a morte ao dirigir com a capacidade psicomotora alterada pela ingestão de bebida alcoólica. A Promotoria de Justiça do Tribunal do Júri pediu que o denunciado seja submetido a julgamento pelo Tribunal do Júri e solicitou a fixação de indenização de R$ 120 mil aos familiares da vítima.

O Ministério Público também requereu a manutenção da prisão preventiva, decretada em 3 de outubro. De acordo com a instituição, o denunciado permanece custodiado no sistema prisional.

Como ocorreu o atropelamento

Conforme a denúncia, Geovanni realizava exercícios de aquecimento na faixa de estacionamento da avenida Ville Roy, nas proximidades do cruzamento com a avenida das Américas, quando foi atingido pelas costas.

Com a força do impacto, o corredor foi arremessado contra outro veículo que estava estacionado. Ele sofreu ferimentos graves na cabeça.

Ainda segundo o Ministério Público, o motorista não parou para prestar socorro e deixou o local após o atropelamento. Horas depois, foi encontrado dormindo dentro do veículo, a aproximadamente quatro quilômetros do ponto onde ocorreu o acidente.

Durante a abordagem policial, ele teria apresentado sinais de embriaguez, conforme as informações reunidas na investigação.

Vítima morreu após ser levada ao hospital

Geovanni foi atendido por uma equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e encaminhado ao Hospital Geral de Roraima. Apesar do atendimento, morreu em 3 de outubro, um dia após o atropelamento, em decorrência de traumatismo cranioencefálico grave.

Na avaliação do MPRR, o homicídio deve ser considerado qualificado porque a vítima teria sido atingida de surpresa, pelas costas e sem possibilidade de defesa.

A acusação está fundamentada, segundo o órgão, em laudos periciais, imagens de câmeras de segurança, registros policiais e depoimentos de testemunhas.

Ministério Público pede julgamento pelo Tribunal do Júri

O promotor de Justiça Felipe Hellu assina a denúncia. Além de requerer que o acusado seja levado a julgamento pelo Tribunal do Júri, o MPRR pediu que seja estabelecida indenização de R$ 120 mil aos familiares de Geovanni.

A denúncia formaliza a acusação do Ministério Público, mas a responsabilidade criminal do denunciado ainda deverá ser analisada pela Justiça, com respeito ao devido processo legal e ao direito de defesa.




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