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Boa Vista,09/07/2026

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MPRJ investiga desvio de R$ 86 milhões do Instituto Rio Metrópole

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MPRJ investiga desvio de R$ 86 milhões do Instituto Rio Metrópole

Uma operação do Ministério Público do estado do Rio de Janeiro, em parceria com o governo estadual e a Polícia Civil, prendeu pelo menos, seis pessoas investigadas por participação em um esquema de desvio de verbas públicas do Instituto Rio Metrópole (IRM), vinculado à Secretaria Estadual de Governo. As prisões ocorreram nesta quinta-feira (9) em endereços localizados na capital fluminense, em São Gonçalo e em Teresópolis.



Entre os detidos estão o presidente do IRM, Davi Perini Vermelho, conhecido como Didê; e o diretor de Planejamento do instituto, Maurício Knoploch, apontado como um dos articuladores das fraudes. Ele foi preso em flagrante. Maurício é pai do deputado estadual Alexandre Knoploch, do PL. Segundo as autoridades, o parlamentar não é alvo de nenhuma medida judicial ou investigação relacionada ao caso.



Segundo a denúncia, 11 pessoas integrariam o conluio, usando contratos firmados pelo IRM entre 2022 e maio deste ano para desviar recursos públicos. O esquema teria movimentado mais de R$ 86 milhões.



Segundo o Ministério Público do Rio de Janeiro, parte dos pagamentos feitos a duas empresas contratadas pelo instituto era repassada ao Instituto BIO. Cerca de R$ 4 milhões foram lavados através de uma ONG que fica em Teresópolis, de onde o dinheiro era retirado em espécie. 



O procurador-geral de Justiça do MP, Antônio José Campos Moreira, revela a falta de preocupação de parte dos envolvidos em camuflar o esquema.




"Há um cuidado, uma sofisticação em alguns contratos, em algumas medidas. Mas, em outras, o desvio de finalidade é evidente, ele aparece sem que haja necessidade de uma investigação aprofundada, de uma devassa relativa ao fato. E isso é que realmente traz perplexidade: é a falta de pudor, de responsabilidade com que agentes públicos vinham atuando."




O governador em exercício do Rio de Janeiro, Ricardo Couto, determinou o encerramento dos contratos investigados, que ainda estavam em vigor.



Os denunciados vão responder por lavagem de dinheiro, organização criminosa, corrupção passiva e fraude em licitações e contratos públicos.

 


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