VÍDEO: como é o 'barco pirata' que atropelou casal em moto aquática em Balneário Camboriú

Casal se beijava em moto aquática quando foi atropelado por 'barco pirata'
O barco pirata que atropelou o casal em uma moto aquática no domingo (15), em Balneário Camboriú (SC), tem 30 metros de comprimento e 8 metros de largura. A embarcação, inspirada no filme "Piratas do Caribe" e em operação desde 1994 como atração turística, é cerca de 9 vezes maior quando comparada à moto, que tem 3,45 metros de comprimento.
O acidente ocorreu na Praia Central, quando as vítimas estavam se beijando no veículo parado na água. Apesar do impacto, o casal não sofreu ferimentos graves, mas o caso agora é investigado pela Delegacia da Capitania dos Portos em Itajaí (assista acima).
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Fotos mostram como ficaram colete de piloto e moto aquática atropelados por 'barco pirata'
A embarcação saía para um passeio com 86 passageiros entre a enseada de Balneário Camboriú e a Praia de Laranjeiras quando colidiu contra a moto aquática, por volta das 17h. Os locais são pontos turísticos da cidade conhecida pelos arranha-céus e o metro quadrado mais caro do país.
Segundo a empresa responsável pela embarcação, as viagens duram cerca de 1h30 e contam ainda com apresentações teatrais envolvendo piratas. No momento do incidente, porém, não ocorriam encenações, já que elas costumam ocorrer próximo à Praia de Laranjeiras.
A embarcação não registrou estragos e nenhum passageiro ou tripulante se feriu.
Dimensões dos veículos, segundo empresas responsáveis pelas embarcações
Moto aquática:
📏 Comprimento (ponta a ponta): 345,1 cm ≈ 3,45 m
↔️ Largura: 125,5 cm ≈ 1,25 m
⬆️ Altura: 114 cm ≈ 1,14 m
⚖️ Capacidade de Peso: 272 kg (3 lugares)
Barco pirata:
📏 Comprimento: 30 m
↔️ Largura (boca): 8 m
Barco pirata que atropelou casal em Balneário Camboriú
Grupo Barco Pirata/Divulgação
O que aconteceu, segundo as empresas do barco e da moto aquática
Em nota, o Grupo Barco Pirata, responsável pelo barco, afirmou que a moto aquática estava fora do campo de visualização do barco e o tempo de resposta da embarcação é lento, por conta da grande dimensão. A empresa disse ainda que manobras de desvio com embarcações desse porte não são imediatas, exigindo tempo e espaço.
"A embarcação navegava dentro do canal de navegação, que é a rota adequada e segura para esse tipo de embarcação naquele trecho, sendo uma área de passagem, portanto inadequada para que embarcações ou motos aquáticas permaneçam fundeadas ou paradas", informou.
Embarcação que atropelou casal em moto aquática faz passeios turísticos em Balneário Camboriú desde 1994
Grupo Barco Pirata/Divulgação
Já a empresa que alugou a moto ao casal afirmou que o condutor era habilitado e toda a documentação estava regular, e que os clientes teriam recebido a assistência necessária e, em paralelo, informações já teriam sido repassadas à Marinha.
"A empresa também informa que está colaborando integralmente com as investigações conduzidas pela Marinha do Brasil, prestando todos os esclarecimentos solicitados pelas autoridades competentes", disse a empresa.
O que disse o casal
Segundo Giovani Chaikoski, de 32 anos, ele e a mulher na garupa pararam o veículo no local por achar a região mais tranquila e aproveitar a paisagem.
A mulher, que preferiu não se identificar, se feriu com maior gravidade e precisou ser levada a uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA), enquanto Giovani permaneceu no local aguardando as autoridades para registrar o caso.
"Estamos ainda nos conhecendo. Na segunda de manhã eu já estava no meu trabalho. A moça teve que ficar uns dias afastada do trabalho dela por alguns machucados, mas estamos todos bem. Só danos materiais", disse.
Piloto de moto aquática atropelado por 'barco pirata' ficou preso embaixo de embarcação
VÍDEO: casal se beijava em moto aquática quando foi atropelado por 'barco pirata'
Giovani é agricultor e costuma fazer passeios na região uma vez ao mês há cerca de 4 anos. No dia do atropelamento, saiu da orla da Praia Central para passear perto da roda gigante, mas como o mar estava agitado, resolveu parar na entrada do canal — do outro lado da praia.
Após conseguir voltar à superfície, o casal foi socorrido por um vizinho de Giovani, que também estava com uma moto aquática. "Como eu vi que a moça estava mais machucada, pedi que levassem ela primeiro, e depois eu", disse.
"O som estava ligado, porém, em volume bem baixo. Quando estacionei, olhei se não vinha nenhum barco, algo assim, e achei tranquilo naquele momento. Aí, no momento de distração, quando avistei o barco, estava a uns metros de distância, aproximou rápido, não deu tempo de ligar o jet e sair. Não ouvimos buzinas nem nada", disse.
Casal se beijava em moto aquática quando foi atropelado por 'barco pirata' em Balneário Camboriú
Reprodução/Grupo Barco Pirata
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